Romanelli e Neto entram com ação contra cobrança do pedágio em Cambará

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O deputado Romanelli (PSB) e o prefeito Neto Haggi (MDB) decidiram nesta segunda-feira, 3, entrar com uma ação popular na Justiça Federal para a suspensão imediata da cobrança das tarifas de pedágio pela Econorte na praça de pedágio na BR 369 em Cambará.

“Essa praça havia sido instalada há 16 anos em Jacarezinho e faturou quatro vezes mais do que se tivesse ficado nesse local reaberto agora pela Econorte entre Cambará e Andirá”, disse Romanelli.

“Entendemos que o povo da região já pagou pedágio de sobra para a Econorte. Estamos indignados com essa situação, portanto a medida judicial que escolhemos é uma ação popular para que a justiça suspenda a cobrança do pedágio”, completou Romanelli.

“Vemos com indignação o acordo feito com a Econorte, de permitir que para a concessionária voltar a funcionar, pudesse elevar os preços das tarifas. Enquanto isso, outras concessionárias foram obrigadas a baixar os preços”, adianta o prefeito.

Revolta

Neste sábado, um grupo de 100 pessoas protestou na praça de pedágio e abriu as cancelas por uma hora. A Econorte reabriu a praça, desativada desde 2002, no próprio sábado e está cobrando as tarifas que variam entre R$ 21,90 para carros e R$ 38,60 para caminhões de dois eixos. A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar estiveram no local mas não interferiram no protesto. “Parabenizo a todos que se manifestaram. Nós temos que nos manifestar mesmo contra mais esse descalabro que avilta todo o norte pioneiro”, disse o deputado.

Romanelli defende que na praça de Cambará tem que ser feito apenas o registro da passagem dos veículos pela praça “e depois faz-se uma compensação, um encontro de contas para ver quanto a Econorte tem que pagar a mais em obras não realizadas ou na redução de outras tarifas de pedágio para a região do Norte Pioneiro”, diz.

Deputado Romanelli (Foto: Alep)

A Rodovia BR-369, segundo prefeito Neto Hafggi, é via de trânsito obrigatória para centenas de milhares de agricultores, estudantes, trabalhadores “que todos os dias se deslocam entre os municípios de Cambará, Andirá, Bandeirantes, Jacarezinho, Barra do Jacaré, entre outros municípios, chegando a passar até mais que uma vez por dia por esta praça de Pedágio. Como conciliar uma ida e volta diária de R$ 43,80?”, questiona

“Acreditamos na Justiça e esperamos que reveja essa decisão e nos devolva o direito de ir e vir para nossa população. Fora pedágio!“, completou Netto Haggi.

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